Um sonho que se sonha só é um sonho. Um sonho que se sonha junto é realidade. (Madalena Freire)

domingo, 23 de maio de 2010

Avaliação



Respondendo ao comentário feito, não acho o momento avaliação difícil devido a não ter observações, pois estas eu tenho de monte, mas é a questão avaliar de forma injusta não levando em consideração seus últimos aprendizados. Como devo avaliar um aluno problema, mas que evolui nos últimos dias? Como avaliar alunos com necessidades especiais? Não quero intimidar meu aluno, quero que continue na busca de mais conhecimentos.
Aqui no PEAD por exemplo, me senti muito perdida, ainda não totalmente segura do que estou realizando, por quê? Porque recebi alguns comentários que me deixaram sem vontade de fazer nada, ou melhor, tinha uma vontade, deletar tudo o que até aqui havia realizado, só não fiz porque acreditava no que eu havia feito e resolvi argumentar, assim como aprendemos aqui no PEAD com a Nádie.
Vivemos em realidades diferentes e temos que respeitar o que cada um pensa ou faz, esse é meu medo, de acabar intimidando meu aluno na hora da avaliação.
Avaliar um aluno com necessidades especiais por exemplo, não concordo em dar por dar uma nota 7 para ele, se ele não é aluno para 7. A professora do SAED veio pedir para realizar a ficha de avaliação destes alunos e muito discutimos sobre isso, onde ela alega que devemos considerar suas necessidades, mas o que acontece, tem alunos no 1º ano do Ensino Médio que não sabe ler, esta havendo inclusão? Quando chegarem num vestibular alguém levará em conta sua necessidade?
Muito ainda tenho que aprender sobre a educação, mas tem coisas que é difícil de conseguir entender, como por exemplo, querer que a educação seija padrão, ela não é, pois cada lugar tem sua maneira,tem seus costumes, possui materiais adequados, cada um trabalha dentro de suas limitações.

domingo, 9 de maio de 2010

Época de avaliação...

Chegamos num ponto bastante delicado da educação, onde devemos avaliar nossos alunos. Nesta semana que se passou tínhamos o fechamento das notas dos alunos, de suas avaliações, junto com elas vem tudo o que até aqui aprenderam, ensinaram. Que dificuldade de avaliar, que angustia, que tortura, tudo vai depender de uma nota dada agora, neste semestre, onde darei continuidade no ano letivo, onde ela deve ser não como controle, mas como processo de ensino aprendizagem. A avaliação como meio, não como fim para alcançar os objetivos conceituais. Minhas avaliações são continuas, com a finalidade de observar os avanços de cada aluno, através de uma planilha de observação de cada aluno, onde lá eu registro cada atividade, comportamento, que deva ser levado em consideração.
Devendo levar em conta sempre nas avaliações se conseguem identificar e utilizar corretamente os conceitos estudados, relacionam conhecimentos anteriores com as novas aprendizagens, se utilizam a linguagem oral com eficácia, reconhecer as diferentes tipologias textuais, se conseguem arriscar-se a usar seus conhecimentos para resolver novas situações propostas de forma autónoma, produção de textos coesos e coerentes com o tema proposto, participam dos debates, das conversas informais adequadamente, demonstrando suas ideias, organização dos materiais, realização de todas as atividades, inclusive as de casa, respeito pelas normas da escola, preocupação com a escrita e o traçado correto das palavras. Esses são alguns dos critérios de avaliação, mas tem momentos que nos sentimos inseguros do que estamos fazendo, será que realmente devo agir assim? São perguntas que sempre faço e refaço em minha ação docente. Questionamentos que não querem calar. Dúvidas para serem compartilhadas com direção, orientação.
Enfim, a avaliação é feita, e sempre esperamos ser justos com nossos alunos.

sábado, 1 de maio de 2010

Como nós escola devemos agir?


Uma das funções da escola é preparar as novas gerações para viverem em sociedade, como cidadãos atuantes, solidários, autônomos e críticos. Isso implica partilhar com os educandos experiências de ensino em todas as suas fases, permitindo que eles sintam o papel que lhe cabe na aventura do aprender não somente os conteúdos escolares, mas a viver e atuar em sociedade, com clareza e discernimento, neste mundo complexo de constantes transformações.
Devemos entender a escola como centro de promoção humana, de apoio à aprendizagem de todos, princípio este que transforma nossa sala de aula.
O estudante e o professor são o centro no processo de aprendizagem e ensino, são protagonistas no ativo processo do pensar, formular, defender e sistematizar sua própria trajetória de aprendizagem. Considerar o educando capaz de resolver os problemas onde precisa divulgar, expor, suas idéias, estratégias e procedimentos para serem testados, validados, organizados e registrados no interior da sala de aula. Se este consegue fazer de forma clara dentro da sala de aula também terá êxito na sociedade que convive, sendo um cidadão crítico, reflexivo, autônomo de seu próprio fazer.
A nós educadores cabe o papel de selecionarmos os conteúdos de acordo com as necessidades do educando, para podermos manter os educandos interessados e motivados a resolver os problemas propostos, além de poder propiciar aos estudantes um espaço favorável para usar seus conhecimentos prévios e comunicar idéias, levantar hipóteses e confrontá-las com os colegas e com as informações do meio, refletindo e registrando de diferentes formas.
Quando utilizamos desta forma para ensinarmos nossos alunos conseguimos visualizar com mais clareza o que propúnhamos que eles aprendessem, sendo que é algo que lhes motivem a querer saber mais, sobressaindo desta forma a qualidade, e não a quantidade, onde não exista apenas o despejamento de conteúdo, como nos relata um texto de Japiassu (1994), da Didática, Planejamento e Avaliação, onde afirma que devemos ter um currículo integrado, onde ele diz: "A especialização sem limites culminou numa fragmentação crescente do horizonte epistemológico. Chegamos a um ponto que o especialista se reduz àquele que, à causa de saber cada vez mais sobre cada vez menos, termina por saber tudo sobre nada. (...)"