Um sonho que se sonha só é um sonho. Um sonho que se sonha junto é realidade. (Madalena Freire)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

LIBRAS


Sabemos como é grande a necessidade de formação de professores para a Inclusão Educacional relacionada, especificamente, à deficiência auditiva, visto que a legislação brasileira determina a inserção de pessoas com direitos especiais na rede regular de ensino. Nos sentimos amedrontados ao saber que trabalharemos com uma turma que tenha algum aluno com deficiência, e isso só acontece porque não fomos nunca preparados para trabalharmos com estes alunos. Sou prova real do que estou aqui mencionando. Um certo dia me chamaram para trabalhar com uma turma de DA (Deficiênte Auditivo) e DV (Deficiênte Visual). E agora, o que vou fazer? Esta foi a primeira coisa que eu pensei, mas com muita dedicação considerando que as coisas não acontecem por acaso, é que elas estão em nosso caminho abracei a causa. Sai a procura de quem entendia um pouco mais, sendo humilde, sabendo buscar com quem tinha saberdoria, fazendo algumas visitas a escola de Torres que possui uma classe de DA. Hoje sinto muito prazer em ter trabalhado com esta turma, foi uma experiência única. E a UFRGS vem acrescentar nosso aprendizado nos dando uma visão de como trabalhar, de conhecer um pouco da história, da luta desta sociedade, do próprio EJa, não focando apenas nas Series Iniciais e na Educação Infantil, afinal de contas não saberemos que alunos encontraremos.
A LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) pode ser definida como uma lingua natural usada pela maioria dos surdos do Brasil. É uma língua visual e gestual, diferente de todos os idiomas já conhecidos que são orais e auditivos. É uma língua pronunciada pelo corpo e percebida pela visão. A aprendizagem da LIBRAS requer atenção visual, discriminação visual, memória visual, expressão facial e corporal e agilidade manual.
O aluno tem direitos especiais tem, portanto, a garantia, estabelecida por lei, de efetuar sua matrícula em escola da rede de ensino que deve lhe assegurar as condições necessárias para uma educação de qualidade. A garantia do acesso à rede de ensino envolve, também a formação de professores para o desenvolvimento de um trabalho pedagógico que leve em consideração o atendimento de alunos com determinadas diferenças individuais, mas e esses professores estão preparados?


2 comentários:

Rosângela disse...

Oi Cristiana,

A inclusão de pessoas com deficiência auditiva nas escolas regulares já é uma realidade. O desafio está em aprender a trabalhar com esses alunos, de modo que eles avancem cognitivamente e de forma integrada ao grupo. Por isso, enquanto professores, precisamos estar preparados e a formação é fundamental.

Que interessante conhecer tua experiência com alunos surdos! O que foi mais difícil nessa experiência e o que foi gratificante?

Seguimos conversando.
Beijos, Rô Leffa

CRISTIANA disse...

O que foi mais difícil nesta caminhada era eu saber que eu não sabia nada, apenas tinha vontade de fazer a diferença, então fui em busca de quem eu sabia que conhecia, visitei uma escola em Torres, e apartir dai muita pesquisa, muita vontade e determinação, assim como é em nosso dia a dia, mas o que traz grande diferença é mesmo a comunicação, estamos sempre aprendendo com eles, e isso é muito gratificante paras nós educadores, afinal não somos detentores do saber.