Um sonho que se sonha só é um sonho. Um sonho que se sonha junto é realidade. (Madalena Freire)

domingo, 31 de outubro de 2010

Mais uma semana...

Nesta semana trabalhei questão do gênero com meus alunos, pois querendo ou não ainda vivemos numa sociedade muito preconceituosa, com o que cada um pode ou não realizar. Sabendo que as crianças aprendem aquilo que elas vivenciam através do dialogo, falo que todos podemos brincar de bola, brincar de boneca, isso não os torna mais ou menos, apenas iguais ao seu gênero.
Segundo Rego (1994) o papel do educador é: “O educador tem como papel ser um facilitador das brincadeiras, sendo necessário mesclar momentos onde orienta e dirige o processo, com outros momentos, onde as crianças são responsáveis pelas suas próprias brincadeiras”.
Percebo que meus alunos estão sendo mais solidários uns com os outros, amigos, cobro muito isso deles, onde realizo atividades de socialização, momentos de compartilharem brinquedos.
Não poso deixar de relatar que nesta semana estive a visita da tutora Analissa. Meus alunos a princípio ficaram um tanto timido, mas depois foram se soltando aos poucos.
Nesta semana estou retirando deles a mamadeira e colocando as canequinhas para tomarem seu café. Apesar de serem pequenos estão conseguindo manusea-las com bastante eficiência, esta sendo mais difícil retirar as fraldas de alguns alunos.
No entanto as aulas foram bastante produtivas, consegui atingir em termos meus objetivos, pois trabalhar a questão de gênero não é apenas atividades para uma semana, mas para o dia a dia em sala de aula.

3 comentários:

Nadie Christina disse...

Oi querida,

fico feliz que o teu estágio esteja fluindo. A questão de gênero está em sintonia com a tua arquitetura que previa abordar a diversidade. Todavia fiquei me perguntando se o que chamas de trabalhar a questão de gênero é apenas dizer que eles podem brincar com bola e boneca. Não fica claro nesta postagem a conexão entre a citação de Rego e a tua atividade com os alunos. Em que momento eles foram responsáveis pelas suas próprias brincadeiras, por exemplo?
Outra questão: como se conecta a retirada da mamadeira e das fraldas com a tua arquitetura pedagógica?
Ficarei aguardando a complementação da postagem para continuarmos o nosso diálogo.
Grande beijo e votos de uma ótima semana!
Profa. Nádie

CRISTIANA disse...

Trabalhar a questão do gênero não é apenas dizer que podem, é fazer com que na prática todos brinquem de boneca, que todos brinquem de carrinho, através de muito diálogo.
As crianças nas atividades livres são responsaveis por suas brincadeiras, elas que optam por o que brincar, escolhem com quem brincar. Antes havia certa resistência na hora do brincar, hoje todos brincam sem preconceitos, seja de boneca, de carrinho, de bola, ou qualquer outra brincadeira.
Durante o dia a dia existe atividades que não tem como conectar com a arquitetura, no entanto são atividades que devem ser realizadas. Por eu estar trabalhando com uma arquitetura não quer dizer que não vou poder retirar as fraldas ou as canecas dos alunos, sendo um processo do dia a dia em sala de aula.
Acredito estar certa em minhas menções, aqui relato acontecimentos do dia a dia, não que esteja diretamente ligado a arquitetura, mas atividades, acontecimentos que considero importante relatar. Uma forma de registrar.

Nadie Christina disse...

Oi Cristiana,

muito esclarecedora a tua complementação. Todavia cabe destacar que este não é apenas um espaço de registro de atividades, mas de reflexão sobre estas com base na arquitetura que vocês conceberam. Obviamente existem tarefas de cunho mais prático que permeiam as tuas atividades, porém sugiro que procures dar mais ênfase àquelas teoricamente fundamentadas, para deste modo qualificar ainda mais a tua reflexão.
Qualquer dúvida continuo à disposição.
Um carinhoso abraço,
Profa. Nádie